Resenhas, artigos e contos

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[Maratona Hayao Miyazaki] Porco Rosso (1992)



Ao contrário dos filmes anteriores do diretor, cujos protagonistas eram personagens infantis, este longa apresenta um personagem adulto, mas caracterizado por um elemento fantástico: ele tem cabeça de porco. Marco Pagot, chamado pelos demais de Porco, é um experiente piloto italiano da primeira Guerra Mundial e atua como um caçador de recompensas quando requisitado para dar conta de “piratas aéreos”. Vive numa ilha minúscula, solitário, apenas com seu avião Rosso (vermelho, em italiano) como companhia. Marco é reconhecido por suas investidas aéras, despertando a admiração de alguns e a inveja de outros. Mas a única que consegue ver um rosto humano por trás da máscara de porco é Gina, dona de um hotel famoso. A fama de Porco, no entanto, estaria para ser abatida por um aviador americano, Donald Curtis — com ar de galã hollywoodiano. Apesar do período bélico, a ambientação e a narrativa seguem uma linha leve, romântica e até cômica.


É um dos filmes de maior apelo ao tema de aviação. Os aviões são inerentes ao enredo e sem eles não há desenvolvimento na trama — tanto que Marco não pode viver sem o seu. Quase todos os embates ocorrem no céu por meio de rajadas de tiros e manobras habilidosas que rendem boas sequências de ação. Há cenas lindas que enquadram o voo de Rosso céu que transmitem a beleza que é estar no céu.


Claro, não poderiam faltar boas personagens femininas, e temos duas em Porco Rosso. A jovem Fio, neta do dono da construtora Picollo (opa!), que ajuda na reconstrução do avião de Porco, e que se enquadra bem no tipo feminino que é recorrente nas histórias de Miyazaki: é bem nova, tem forte personalidade, aventureira e bastante ativa; sendo ela quem acompanha Marco Pagot em sua última aventura. Por outro lado, Gina é uma mulher já adulta e sensual, mas ainda assim carrega parte das características que são fortes em Gina.


E quanto ao teor fantástico neste longa — a cara de porco —, há uma cena que particularmente achei “fantástica”, quando Marco narrava a Fio um acontecimento de seu passado. Mas não vou estragar a surpresa, rsrs.

2 comentários

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Infelizmente só vi O Castelo Animado dele, por pura preguiça de não procurar os outros filmes mesmo tendo ficado de boca aberta com a qualidade e profundidade desse, mas agora com a estréia do novo estou pensando em também dar uma corrida e ver mais alguns além de tentar pegar esse no cinema.

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